AS PARTES DA MISSA A PARTIR DA INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO

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Este texto se destina a ajudar os grupos de acólitos, coroinhas e os fieis que se interessarem a ter um resumo dos vários momentos da santa missa. A grande maioria dos textos foi tirado da Instrução Geral ao Missal Romano (que aparecerá a partir de agora com a sigla IGMR).


1. Ritos Iniciais


“É sua finalidade estabelecer a comunhão entre os fiéis reunidos e dispô-los para ouvirem devidamente a palavra de Deus e celebrarem dignamente a Eucaristia.” (IGMR, 46)


Canto de Entrada: “A finalidade deste cântico é dar início à celebração, favorecer a união dos fiéis reunidos e introduzi-los no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e ao mesmo tempo acompanhar a procissão de entrada do sacerdote e dos ministros” (IGMR, 47).
“Chegados ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros saúdam o altar com inclinação profunda. Em sinal de veneração, o sacerdote e o diácono beijam então o altar; e, se for oportuno, o sacerdote incensa a cruz e o altar.” (IGMR, 49).


Saudação: O Padre, de pé junto a cadeira, faz sobre si o sinal da cruz juntamente com toda a assembleia. Em seguida ele saúda a assembleia e a assembleia responde manifestando a união do povo de Deus.


Ato Penitencial: “Em seguida, o sacerdote convida ao ato penitencial, o qual, após uma breve pausa de silêncio, é feito por toda a comunidade com uma fórmula de confissão geral e termina com a absolvição do sacerdote; esta absolvição, porém, carece da eficácia do sacramento da penitência. Ao domingo, principalmente no tempo pascal, em vez do
costumado ato penitencial pode fazer-se, por vezes, a bênção e a aspersão da água em memória do batismo.” (IGMR, 51). “Depois do ato penitencial, diz-se sempre o Senhor, tende piedade de nós (Kýrie, eléison), a não ser que já tenha sido incluído no ato penitencial.” (IGMR, 52)


Glória: “O Glória é um antiquíssimo e venerável hino com que a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus e ao Cordeiro. (...) Canta-se ou recita-se nos domingos fora do Advento e da Quaresma, bem como nas solenidades e festas, e em particulares celebrações mais solenes.” (IGMR, 52)


Oração Coleta: “Em seguida, o sacerdote convida o povo à oração; e todos, juntamente com ele, se recolhem uns momentos em silêncio, a fim de tomarem consciência de que se encontram na presença de Deus e poderem formular interiormente as suas intenções. Então o sacerdote diz a oração que se chama «coleta», pela qual se exprime o caráter da celebração.
(...) O povo associa-se a esta súplica e faz sua a oração pela aclamação Amém. Na Missa diz-
se sempre uma só oração coleta.” (IGMR, 54)


2. Liturgia da Palavra


“Nas leituras, comentadas pela homilia, Deus fala ao seu povo, revela-lhe o mistérioda redenção e salvação e oferece-lhe o alimento espiritual. Pela sua palavra, o próprio Cristo está presente no meio dos fiéis. O povo faz sua esta palavra divina com o silêncio e com os cânticos e a ela adere com a profissão de fé. Assim alimentado, eleva a Deus as suas preces na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro.”
(IGMR, 58)
“Na celebração da Missa com o povo, as leituras proclamam-se sempre do ambão.” (IGMR, 59) “A primeira leitura é seguida do salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra e tem, por si mesmo, grande importância litúrgica e pastoral, pois favorece a meditação da Palavra de Deus. O salmo responsorial corresponde a cada leitura e
habitualmente toma-se do Lecionário. Convém que o salmo responsorial seja cantado, pelo menos no que se refere à resposta do povo. O salmista ou cantor do salmo, do ambão ou de outro” local “conveniente, recita os versículos do salmo” (IGMR, 61)


Segunda Leitura: Proclamada nos domingos e Solenidades Aclamação do Evangelho: “A aclamação constitui um rito ou um ato com valor por si próprio, pelo qual a assembleia dos fiéis acolhe e saúda o Senhor, que lhe vai falar no
Evangelho, e professa a sua fé por meio do canto. É cantada por todos de pé.(...)


a) O Aleluia canta-se em todos os tempos fora da Quaresma. Os versículos tomam-se do Lecionário.


b) Na Quaresma, em vez do Aleluia canta-se o versículo antes do Evangelho que vem no Lecionário.” (IGMR, 62)


Evangelho: “A leitura do Evangelho constitui o ponto culminante da liturgia da palavra. Deve ser-lhe atribuída a maior veneração.”

Homilia: É “a explanação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de algum texto do Ordinário ou do Próprio da Missa do dia, tendo sempre em conta o mistério que se celebra, bem como as necessidades peculiares dos ouvintes.” (IGMR, 65)


Profissão de Fé (Credo): “O símbolo, ou profissão de fé, tem como finalidade permitir quetodo o povo reunido, responda à palavra de Deus anunciada nas leituras da sagrada Escritura e exposta na homilia, e que, proclamando a regra da fé, segundo a fórmula aprovada para o uso litúrgico, recorde e professe os grandes mistérios da fé, antes de começarem a ser celebrados na Eucaristia.
O símbolo deve ser cantado ou recitado pelo sacerdote juntamente com o povo, nos domingos e nas solenidades. Pode também dizer-se em celebrações especiais mais solenes.” (IGMR, 67 e 68)


Oração dos Fiéis: “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde, de algum modo à palavra de Deus recebida na fé e (...) apresenta preces a Deus pela salvação de todos.” (IGMR, 69) “Habitualmente são enunciadas do ambão, ou de outro lugar conveniente, por um diácono, por um cantor, por um leitor, ou por um fiel leigo. O povo, de pé, faz suas estas súplicas, ou com uma invocação comum proferida depois de cada intenção, ou orando em silêncio.” (IGMR, 71)


3. Liturgia Eucarística


“Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e banquete pascal, por meio do qual, todas as vezes que o sacerdote, representando a Cristo Senhor, faz o mesmo que o Senhor fez e mandou aos discípulos que fizessem em sua memória, se torna continuamente presente o sacrifício da cruz” (IGMR, 72)


Preparação das Oferendas: “A iniciar a liturgia eucarística, levam-se para o altar os dons, que se vão converter no Corpo e Sangue de Cristo. Em primeiro lugar prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística; nele se dispõem o corporal, o purificador (ou sanguinho), o Missal e o cálice, salvo se este for preparado na credência. Em seguida são trazidas as oferendas.” (IGMR, 73) “O rito do ofertório pode ser sempre acompanhado de canto.” (IGMR, 74)”


“O pão e o vinho são depostos sobre o altar pelo sacerdote, acompanhados das fórmulas prescritas. O sacerdote pode incensar os dons colocados sobre o altar, depois a cruz e o próprio altar. Deste modo se pretende significar que a oblação e oração da Igreja se elevam, como fumo de incenso, à presença de Deus. Depois o sacerdote, por causa do sagrado ministério, e o povo, em razão da dignidade batismal, podem ser incensados pelo diácono ou por outro ministro. A seguir, o sacerdote lava as mãos, ao lado do altar: com este rito sexprime o desejo de uma purificação interior.” (IGMR, 75 e 76)


Oração sobre as oferendas: “Depostas as oblatas sobre o altar e realizados os ritos (...) , o sacerdote convida os fiéis a orar juntamente consigo e recita a oração sobre as oferendas. Assim termina a preparação dos dons e tudo está preparado para a Oração eucarística.


Oração Eucarística: “Inicia-se então o momento central e culminante de toda a celebração, a Oração eucarística, que é uma oração de ação de graças e de consagração. O sacerdote convida o povo a elevar os corações para o Senhor, na oração e na ação de graças, e associa-o a si na oração que ele, em nome de toda a comunidade, dirige a Deus Pai por Jesus Cristo no Espírito Santo. O sentido desta oração é que toda a assembleia dos fiéis se una a Cristo naproclamação das maravilhas de Deus e na oblação do sacrifício.” (IGMR, 78)


“a) Ação de graças (expressa de modo particular no Prefácio): em nome de todo o povo santo, o sacerdote glorifica a Deus Pai e dá-Lhe graças por toda a obra da salvação ou por algum dos
seus aspectos particulares, conforme o dia, a festa ou o tempo litúrgico.
 


b) Aclamação: toda a assembleia, em união com os coros celestes, canta o Sanctus (Santo). Esta aclamação, que faz parte da Oração eucarística, é proferida por todo o povo juntamente com o sacerdote.


c) Epiclese: consta de invocações especiais, pelas quais a Igreja implora o poder do Espírito Santo, para que os dons oferecidos pelos homens sejam consagrados, isto é, se convertam no Corpo e Sangue de Cristo; e para que a hóstia imaculada, que vai ser recebida na Comunhão, opere a salvação daqueles que dela vão participar.


d) Narração da instituição e consagração: mediante as palavras e gestos de Cristo, realiza-se o sacrifício que o próprio Cristo instituiu na última Ceia, quando ofereceu o seu Corpo e Sangue sob as espécies do pão e do vinho e os deu a comer e a beber aos Apóstolos, ao mesmo tempo que lhes confiou o mandato de perpetuar este mistério.


e) Anamnese: em obediência a este mandato, recebido de Cristo Senhor através dos Apóstolos, a Igreja celebra a memória do mesmo Cristo, recordando de modo particular a sua bem-aventurada paixão, gloriosa ressurreição e ascensão aos Céus.


f) Oblação: neste memorial, a Igreja, de modo especial aquela que nesse momento e nesse lugar está reunida, oferece a Deus Pai, no Espírito Santo, a hóstia imaculada. A Igreja deseja que os fiéis não também a si mesmos e, por Cristo mediador, se esforcem por realizar de dia para dia a unidade perfeita com Deus e entre si, até que finalmente, Deus seja tudo em todos.


g) Intercessões: por elas se exprime que a Eucaristia é celebrada em comunhão com toda a Igreja, tanto do Céu como da terra, e que a oblação é feita em proveito dela e de todos os seus membros, vivos e defuntos, chamados todos a tomar parte na redenção e salvação adquirida pelo Corpo e Sangue de Cristo.


h) Doxologia final: exprime a glorificação de Deus e é ratificada e concluída pela aclamação Amém do povo.” (IGMR, 79)


Rito da Comunhão


Oração dominical: “O sacerdote formula o convite à oração, que todos os fiéis recitam juntamente com ele. Então o sacerdote diz sozinho o embolismo, que o povo conclui com uma doxologia.” .” (IGMR, 81)


Rito da Paz: “Segue-se o rito da paz, no qual a Igreja implora a paz e a unidade para si própria e para toda a família humana, e os féis exprimem uns aos outros a comunhão eclesial e a caridade mútua, antes de comungarem no Sacramento.” (IGMR, 82)


Fração do Pão: “O sacerdote parte o pão eucarístico (...) A fração começa depois de se dar a paz”. (IGMR, 83)


Cordeiro de Deus: “Canta-se, ou pelo menos se recita em voz alta a invocação Cordeiro de Deus, a que todo o povo responde. A invocação acompanha a fração do pão, pelo que pode repetir-se o número de vezes que for preciso, enquanto durar o rito. Na última vez conclui-se com as palavras: Dai-nos a paz” (IGMR, 83)


Comunhão: “O sacerdote prepara-se para receber frutuosamente o Corpo e Sangue de Cristo rezando uma oração em silêncio. Os fiéis fazem o mesmo orando em silêncio. Depois o sacerdote mostra aos fiéis o pão eucarístico sobre a patena ou sobre o cálice e convida-os para o banquete de Cristo; e, juntamente com os fiéis, faz um ato de humildade, utilizando as palavras evangélicas prescritas.” (IGMR, 84) “Enquanto o sacerdote toma o Sacramento, dá-se início ao cântico da Comunhão(...)” que “prolonga-se enquanto se ministra aos fiéis o Sacramento” (IGMR, 86)


Oração Pós-comunhão: “Para completar a oração do povo de Deus e concluir todo o rito da Comunhão, o sacerdote diz a oração depois da Comunhão, na qual implora os frutos do mistério celebrado.” (IGMR, 89)


4. Ritos Finais


Avisos: O Padre ou algum leigo da comunidade anuncia algum evento ou informa algo de interesse à comunidade.


Bênção: “Saudação e bênção do sacerdote, a qual, em certos dias e em ocasiões especiais, é enriquecida e amplificada com uma oração sobre o povo ou com outra fórmula mais solene de bênção.”


Despedida: “Despedida da assembleia, feita pelo diácono ou sacerdote; Beijo no altar por parte do sacerdote e do diácono e depois inclinação profunda ao altar por parte do sacerdote, do diácono e dos outros ministros.” (IGMR, 90)

Partes da Santa Missa